sábado, 17 de outubro de 2009

Leitura: processo de atribuição de significado a qualquer texto, em qualquer linguagem.

Leitura é o processo de atribuição de significado a qualquer texto, em qualquer linguagem.

Na oficina do dia 08/10, recebemos a maravilhosa visita dos alunos da Prof. Kiely, eles que estudam na escola Itinerante e que andam 25km para chegar no ônibus escola.
Nos camarins foi muito interessante observar a relação professora-alunos: a confiança, a segurança, a cumplicidade, o carinho, o respeito...
Era possível ler os olhares, os sorriso nervosos, pois não é todo dia que esses jovens apresentam seus conhecimentos a um grupo de professores, principalmente, professores de Língua Portuguesa. Conhecemos o tamanho do desafio enfrentado por esse grupo para estar nesse dia em Lages:dia muito chuvoso, frio, com estradas de terra molhada e escorregadia, mas aqui estavam eles e sua incrível e apaixonada professora para demonstrar um pouco de seus saberes.

Os alunos da 8ª série da Escola Itinerante de São José do Cerito, alunos da Prof. Kiely, nos apresentaram um texto teatral, produzido pelo próprio grupo, em discurso direto, com pequenas introduções narrativas sobre a importância da leitura e escrita.



Na apresentação, através da dramatização, os educandos representaram muito bem a solidão que é sentir-se excluído
do processo de letramento.




Na verdade, os alunos da Prof. Kiely nos ofereceram bem mais do que uma bela apresentação teatral, eles provocaram uma grande reflexão sobre a realidade que muitos de nós, em nossas escolas enfrentamos: alunos desmotivados, sem desejo de aprender, procurando justificativas para tudo, procurando culpados por seus desinteresses... enquanto esses jovens enfrentam todo tipo de intempéries para estudar: 25 km para chegar na escola, estrada de chão batido, com sol que castiga em dias muito quentes, com frio que congela no inverno, em dias de chuva o barro causa atoleiro, precisando, às vezes, da ajuda de trator, rio que transborda impedindo a passagem ou possibilitando só através de canoas, poeira... e nada, nada pode impedi-los de estudar. NÃO HÁ CULPADOS NEM JUSTIFICATIVAS, há o desejo de aprender e escrever suas histórias com suas próprias letras e assinaturas. Eles já são vencedores e sua professora, um exemplo de professora apaixonada.

" Um ato de linguagem nunca se repete, e cada
interação tem uma unidade de informação,
ou de significação, para os interlocutores. "
Gestar II- TP1




"Nas condições em que se dá cada interação, entram muitos fatores extralinguísticos e de diversas ordens que influem decisivamente na interação. Não são somente as 'informações' vindas do corpo, da voz, do rosto dos interlocutores( no caso das interações orais), mas também o conjunto de princípios, conhecimentos, emoções que não estão impressos na estrutura da língua e que os interlocutores carregam e vivenciam, no momento da interação."
Gestar II- TP1

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

O texto como centro das experiências no ensino da língua

Oficina 2 - unidade 4

A língua

08/10/09

Como sugestão, o TP1 trouxe o texto "A língua", para que em grupos fosse feito um planejamento de uma atividade de leitura, relacionando-o com o assunto da unidade.


Também na mesma oficina, como ampliação, as cursistas desenvolveram um texto, recapitulando a unidade anterior, na qual trabalhamos variantes liguísticas.


















As cursistas propuseram atividades de leitura a partir do texto sugerido e, a partir de outros textos ricos em variações linguísticas, elas desenvolveram textos incríveis.

A proposta foi a seguinte: a partir de uma mesma situação sociocomunicativa, a linguagem textual deveria ser adequada às variações linguísticas das regiões
ou comunidades representadas.

O resultado do trabalho foi bárbaro.





Eis uma amostra das criações:

Texto original: "A marquesa saiu às cinco horas e ainda não retornou ao castelo."

Gaúcho: " Mas barbaridade tchê! A prenda da marquesa saiu tri atrasada das estâncias do castelo, campeando e mateando e até agora não deu as caras por de volta."

Mineiro: " Vige Maria, a marquesa saiu gorinha, gorinha, bem quetim e ainda não volto. Uai, que será que se assucede?"

Locutor de futebol: "É dada a largada! A marquesa deu a saída às cinco em ponto, gozando de boa saúde e em plena atividade física. Tenta cruzar a linha de gol para, só então, correr para a galera."

Advogado: "Sua Alteza, a Marquesa, saiu às cinco horas usufruindo o preceito constitucional que lhe garante o direito de ir e vir."

Sertanejo: "Santa Genoveva! A marquesa se arrepio das ribas do castelo e inté agora num vorto."

FBI; " Se a marquesa saiu às cinco horas em ponto e ainda não retornou, deve estar ligada a algum movimento subversivo."

Baiano: "Ó xente mainha! A neguinha da marquesa saiu às cinco horas na direção do Pelorinho pra cume acarajé, vatapá e cocadinha e inda não vorto mode que deve tá cansadinha. Salve Iemanjá!"

Escola de Samba do Rio de Janeiro: "Salve a marquesa/ Real Duquesa do Brasil/ Do céu de anil/ Que às cinco horas saiu/ E ninguém viu\\/ de reco-reco e tamborim/ Ai de mim. "


Como propostas de leitura do texto:

-Leitura individual e coletiva

-Leitura dramática

- Leitura cômica

-Leitura musical (paródia)

-Leitura poética (transformar o texto em poesia)

-Leitura sacra ( transformar o texto em prece)

-Leitura humorística (transformar o texto em piada)

- Leitura teatral (transformar o texto em texto teatral)

-Leitura jornalística ( transformar o texto em notícias) e outros.



A oficina foi excelente! Com direito à visitas!



































TP1 Linguagem e Cultura

Variantes Linguísticas: dialetos e registros. Proposta TP1 para a oficina: após leitura do texto "A outra senhora", Carlos Drummond de Andrade, as cursistas deveriam desenvolver algumas atividades e escolher um relator para representar o grupo.
Estudo do texto.

a-Sua expectativa e a de seus colegas, com relaçao à linguagem, foi correta?

b-Mesmo com relação ao registro da criança, a carta apresenta uma evolução muito interessante. Observe as mudanças principais que vão ocorrendo na carta, com relação ao tratamento, aos presentes, etc.

c-Além do dialeto/registro da criança, a carta mostra traços de outros.

a-Quais são? b-Qual a intenção desse uso?

d- Que efeito criam no leitor dois níveis tão diferentes de linguagem?

e- Vocês já devem ter apontado que a carta apresenta "problemas" de pontuação. Vocês o atribuiriam exclusivamente ao fato de se tratar de uma criança que ainda não domina todos os elementos da escrita?

f-Vocês acham que a criança domina o vocabulário técnico presente na carta? Dê exemplos que confirmem sua opinião.

g-E vocês dominam esse vocabulário?Nas propagandas, que intenção tem essa linguagem técnica?

h-Na sua opinião, que intenção teria o autor, ao fazer essa crônica?

i- Independentemente de sua opinião, parecem claras duas críticas do autor. Quais são elas?

j- Além do humor e das críticas, bem ao jeito de Drummond,há uma valorização bastante interessante aí. Qual é?

l-Afinal, vocês observaram no texto uma mistura de gêneros ( a crônica que é uma carta), de dialetos e de registros. A que conclusões vocês chegam, com relação:

a- a cada realização momentânea da língua? b- à construção do texto literário?

m- Qual sua opinião sobre essa crônica?

Proposta para ampliação da oficina: "ESCRITORES DA LIBERDADE" - Filme.

Escritores da Liberdade é um filme baseado em fatos reais que nos mostra a luta de uma professora de Literatura para desenvolver em seus alunos o gosto pela leitura, o prazer em escrever e a paixão pelos estudos. Não diferente da realidade em que muitos de nós estamos inseridos, ela encontra em seu caminho, inclusive dentro da escola, pessoas que trabalham contra o processo de educação. Pessoas amargas e preconceituosas que acham que para a classe humilde qualquer coisa serve. Também encontra professores que, pelo fato de estarem há muito tempo na escola acreditam já ter aprendido tudo e se acham, de certa forma, donos da escola e de determinadas turmas, por acaso, as turmas que têm maior facilidade de aprendizado.

As dificuldades encontradas por essa professora refletem as dificuldades que muitos de nós enfrentamos para cumprir com o nosso compromisso com a Educação, mas as vitórias também.

Esse filme foi perfeito para essa noite!!! Eu recomendo a todos os professores.



Oficina- Gered

Oficina - GERED - Gerência de Educação 17/09/09 No dia 17/09, fomos convidados para apresentar a Proposta Gestar II para a equipe Gered, profissionais da Gerência de Educação de Lages.
A equipe de formadores de Língua Portuguesa, Prof. Rita Bleichvel, Prof. José Cé, Prof. Neusa Tibes, Prof. Cleusa Straobel, Prof. Soleu Filho e Leopolda (que não está na foto), apresentaram honrosamente a Proposta Gestar II de Língua Portuguesa: sua organização, metodologia, material, objetivo...
Prof. Soleu Filho, apresentou a equipe de formadores, nossa coordenadora, Janeth Simas, e relatou um pouco da experiência com seu grupo de cursistas e prática em sala de aula a partir da Proposta Gestar.
Prof. José Cé, intertextualizou Proposta Gestar II e Proposta Curricular de Santa Catarina. Ele construiu uma ponte conceitual demonstrando o encontro entre as duas propostas, que se completam.

Porf. Rita Bleichvel, relatou algumas experiências com seu cursistas, possibilidades construídas de ensinoaprendizagem em sala de aula a partir da Proposta Gestar e auxiliou no desenvolvimento da oficina.
Prof. Cleusa Straobel, apresentou o material Gestar II de Língua Portuguesa - TPs, AAAs, Guia geral, caderno do formador...

Prof. Cleusa também relatou o tema defendido em cada caderno Gestar, o conteúdo abordado em cada unidade, alguns avançando na prática e propostas de oficinas.



Mas, melhor do que ouvir é praticar, assim ,a equipe Gered foi convidada para participar de uma oficina. O objetivo dessa oficina foi "produção textual".

Prof. Neusa Tibes coordenou o desenvolvimento da oficina fazendo as provocações nacessárias, dando orientações e estimulando o grupo a participar.

Enquanto Prof. Neusa conduzia a oficina, os demais formadores auxiliavam entregando e recolhendo o material usado, as partes construídas e o que ainda seria desenvolvido.


Seguindo as orientações da Prof. Neusa, a equipe Gered foi vislumbrando seus textos criando vida, sem sofrimento, de forma prazerosa...

O resultado foi espetacular. Todos os presentes produziram seu texto, mesmo quem declarava
ter certa dificuldade, ainda mais com tempo bem restrito.

Propomos uma plenária para perguntas e respostas, também para avaliação da oficina desenvolvida e do grupo de formadores. Fomos muito elogiados e ficamos honrados.

As avaliações positivas foram muito importantes para nosso grupo, ainda mais vindo da equipe que gerencia a Educação na região serrana e que são muito exigentes.

Toda a equipe GERED estava presente no encontro, entre eles, nossa Gerente de Educação, Prof. Fátima Ogliari, Gerente Administrativa, Marilene Abreu, nossa coordenadora, Prof. Janeth Simas, Integradora do Ensino Fundamental, Prof Nina Pucci, Integradora do Ensino Médio, Prof. Arleide Catarina Wolf e demais profissionais comprometidos com a qualidade de ensino em Lages.