sábado, 24 de outubro de 2009

Dançarte

A oficina do dia 22/10 nos reservou muitos momentos de êxtase cultural. Essa foi a apresentação da coreografia do grupo de dança "Dançarte", da E.E.B. Lúcia F. Lopes, que defende o tema "Ultra-Romantismo. O espetáculo foi no recreio e todos os alunos do CEDUP- Renato Ramos, puderam assistir e se encantar junto com os cursistas e formadores Gestar II.





Prof. Rosângela Godinho, nossa anfitriã, fez as honras da casa, apresentou o grupo e leu o histórico da coreografia, desenvolvendo toda uma contextualização dança- literatura brasileira.








A coreografia apresentada defende uma releitura do período existente no Brasil entre 1850/1860, liderado pelo poeta Álvares de Azevedo chamado " Ultra-romantismo". Influenciados pelo mal do século, pessimismo exagerado, o movimento cultuava a morte, cemitérios, cultos macabros...







A proposta do grupo é transformar em expressão corporal o movimento literário, suas características, temas , devaneios... numa versão 2010. A coreografia sugere a intertextualidade:
ultra-romantismo / geração 2010 (vítimas do vício e da autodestruição).Podemos mudar esta história.


A coreografia "Ultra-romantismo, versão 2010", é o resultado de uma proposta interdisciplinar "Arte e Literatura".Os dançarinos pesquisaram sobre o movimento para, então, transformar em dança sob a orientação das professoras de arte e literatura. O grupo de dança é composto por alunos de 5ª a 3ª série do E.M.



O grupo foi aplaudido por muito tempo,e, com certeza, deixou o momento de pausa dos alunos do CEDUP mais interativo. Agradecemos à equipe CEDUP- Renato Ramos, pela receptividade e dignidade que vem dispensando à proposta Gestar, formadores e cursistas.
O grupo de dança "Dançarte", defenderá esta coreografia no Festival de Dança Estadual, etapa municipal, quem sabe regional e, se tudo der certo, estadual e...

Sítio do Picapau Amarelo

Na oficina do dia 22/10, prof. Maria Helena nos presenteou com uma maravilhosa apresentação do Sítio do Picapau Amarelo, do nosso inesquecível Monteiro Lobato na interpretação dos alunos da 6ª série da escola em que leciona.





A teatralização é o resultado de uma oficina desenvolvida em sala de aula. A proposta foi a leitura de muitos textos infantis em equipes, após reescritura coletiva, planejamento de nova leitura, reescritura do texto escolhido pelo grupo em gênero "texto teatral", discurso direto e criar uma peça teatral para apresentar a releitura dos grupos.


As apresentações ficaram fabulosas. O Sítio é apenas uma amostra do resultado da oficina.





Os alunos apresentaram sua releitura de um dos capítulos em que Dona Benta conta a história de Dom Quixote. As personagens estavam perfeitas. Emília, como sempre, não fechava a "torneirinha de bobagens". Visconde também emocionou o grupo de professores que assistiam a performance.







Foi possível perceber o comprometimento do grupo de alunos , da professora e das mães presentes. Tudo preparado com carinho e primando pela qualidade. É assim que se faz "Educação", garantindo a dignidade das pessoas. Ficamos muito felizes (Cleusa e Neusa) com a presença das mães, pois dão às nossas oficinas maior credibilidade.



Nessa oficina, além das mães vieram os irmãos mais novos, característica das famílias que têm a mãe como arribo de família.





Professora Maria Helena é muito dedicada à profissão que escolheu. Sempre inovando, fazendo de suas aulas momentos únicos, ressignificando a vida de seus alunos a partir da sala de aula, preocupada com a formação "plena" de seus alunos. "Não só a conquista do pão, mas da beleza."


Neusa e eu (Cleusa), somos verdadeiramente privilegiadas por sermos formadoras de uma equipe tão competente. Após o encantamento, retornamos às defesas dos projetos, agora com a palavra Prof. Maria do Carmo.

Obs: O recreio ainda nos reservou momentos de cultura lítero-dançante!

Oficina livre - Projetos

Oficina livre - Apresentação dos projetos - 22/10





A oficina dessa noite foi dedicada às apresentações dos projetos propostos pelas cursistas para implementação nas escolas a partir do Gestar de Língua Portuguesa.
Após relato inicial de como estão ocorrendo as oficinas em sala de aula, pasamos à defesa dos projetos na seguinte ordem:
1º- Prof. Sinara Assink, "Mini mostra do campo". Projeto interdisciplinar já desenvolvido. Tomando como fonte de estudo a "Mostra do Campo de Bocaina do Sul", foi desenvolvido na escola uma mini mostra. A parte de divulgação textual ficou sob a responsabilidade da professora e seus alunos: divulgação, convites, propagandas, músicas (paródias), poesias, declamações...
O evento foi aberto à comunidade e recebeu a mais honrosas avaliações. É desejo do grupo de professores da escola dar sequência ao projeto nos próximos anos.
" Existem várias festas no Brasil, como o carnaval, a Festa do Boi, São João e outras regionais(...) O conhecimento delas pode servir para refletirmos sobre as nossas tradições, sobre as formas de representar essas tradições utilizando cantigas, modos de se vestir, danças, diferentes ritmos e formas de nos reunirmos em locais específicos. E esse conhecimento local pode ser trabalhado em sala de aula como ferramenta para produzir novos conhecimentos gerando um aprendizado significativo." Gestar II - TP4




2º- Prof. Norma Rodrigues - Sexualidade e gravidez na adolescência - Projeto multidisciplinar já desenvolvido. Diante da realidade observada pelo grupo de professores de Ponte Alta do Sul, preocupação e desejo de alterar a situação, com apoio da saúde e famílias, desenvolveu-se esse grandioso projeto. Coube à Língua Portuguesa explorar os recursos da mídia, informações culturais,comparações culturais, análises de comportamento, linguagem apelativa...O projeto foi tão amplo que tememos, através das palavras, não conseguir transmitir seu grau de qualidade.

"(...)a compreensão é um ato interpretativo e criativo, determinado pelas intenções e pelo conhecimento de quem lê não somente pelas palavras de quem escreve.
Convém,assim, diferenciar o 'ler' do 'compreender' o texto. O 'ler' está relacionado com o conhecer as palavras e os seus significados. A compreensão do texto utiliza essas palavras para construir imagens, pensamentos, raciocínios."(Pontecorvo,1999:146) Gestar II- TP4



3º- Prof. Maria do Carmo - "Leitura e produção de textos a partir de histórias da nossa realidade."
Observando de forma questionadora a realidade do povo de Anita Garibaldi, os alunos orientados pela professora, desenvolveram leituras produzidas na cidade, em outros municípios e até universais para intertextualizar, e, então, produzir o registro de suas realidades nos mais variados gêneros textuais. Resultado: obras belíssimas, ainda em construção.

" O processo de letramento é constituído por 'práticas e eventos relacionados ao uso , função e impacto da escrita na sociedade', segundo a qual a leitura e a escrita realizada pelos alunos é orientada não apenas pelo processo de escolarização, mas também pela experiência prévia e/ou exterior à escola." (Kleiman, 1993,p.3)



Não foi possível terminarmos as apresentações de todas as cursistas, pois, como já é costume em nossas oficinas, nesse dia recebemos a visita dos alunos da prof. Maria Helena acompanhados de algumas mães. Foi espetacular! Na próxima oficina daremos sequência às defesas dos projetos.

sábado, 17 de outubro de 2009

Oficina Gestar em sala de aula

A Proposta Gestar tem ressignificado as aulas de Língua Portuguesa, promovendo maior envolvimento do educando através das oficinas que, praticamente, ninguém consegue ficar de fora e estudando a língua como fenômeno vivo. O tema da oficina registrada é "Variantes Linguísticas". Os educandos depois de estudar o que é variação linguística, desenvolveram textos usando: gírias etárias, de determinados grupos (surfistas, grafiteiros, serranos, gaúchos... ), de regiões diferentes, de classes trabalhadoras...
Esses textos, após passar por reestruturação, deveriam ser socializados através da leitura. Só que essa leitura teria que ser de forma criativa, não uma leitura simples, assim sendo:


Os alunos apresentaram uma releitura de suas criações. Tivemos uma releitura bem dramática, envolvendo zumbis.


Tivemos leituras bem comportadas, coletivas, onde uma colega auxiliava a outra, tendo como recurso a oralidade adequada à situação sugerida pelo texto.

Tivemos leituras extremamente cômicas, onde a classe toda se envolveu através das provocações feitas pelos autores/atores/leitores/humoristas, numa interação perfeita.



Como toda boa oficina, não poderia faltar o texto "PATI". Nossas Patricinhas textuais também conseguiram interagir com a classe.


Nada melhor que um bom papo de compadre para apresentar variações linguísticas, num bom caboclês.


Que tal uma bela poesia no dialeto serrano, ou melhor, lageanês?


Recorrer a bons livros também é uma ótima opção, aproveitamos para ampliar a nossa leitura.


E os momentos de construção coletiva do conhecimento se tornaram comuns. Depois da Proposta Gestar ficou muito difícil aprender sozinho.

SÓ NÃO SE APAIXONA PELA PROPOSTA GESTAR QUEM NÃO A CONHECE!